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Consumidor mais consciente deve mudar relação com marcas

Com base no acontecimentos marcantes do ano que passou, a trendwatching.com listou as 10 principais tendências de consumo e inovação para 2015. Grandes eventos, decisões políticas importantes e a participação dos cidadãos na busca por direitos marcaram 2014 na América Latina. O impacto disso não fica limitado à política.

“Mais conscientes dos seus direitos e deveres, as pessoas também querem consumir melhor: pagar preços justos, ver marcas que fazem campanhas que tenham impactos reais em suas vidas, ter acesso a produtos de qualidade e serviços que ajudem a resolver seus problemas”, aponta o relatório.

Confira as tendências relacionadas:

1. In-Hand Brands
Ser uma “marca-mordomo” significa servir os consumidores no lugar certo e na hora certa. Marcas espertas integram-se à vida das pessoas com um senso de urgência. Saiba onde e quando seus consumidores precisam de (ou esperam por) serviço imediato, e os atenda antes que ele perca a paciência.
Exemplo: a Forever 21 da Costa Rica criou uma ação em maio do ano passado para ajudar durante emergências de moda (como um encontro romântico inesperado ou caso encontre alguém com a mesma roupa). A ‘Closet S.O.S’ permitiu a cem clientes requisitar a visita de um caminhão cheio de roupas e acessórios.

2. Bright is Beautiful
Brilho é beleza, e esse brilho vem do saber. O conhecimento cresce enquanto símbolo de status, e os consumidores da região querem mostrar o que e o quanto sabem a sua rede de relacionamentos. Para 2015, é preciso integrar aprendizado e experiências literárias ao dia-a-dia dos consumidores, pensar em com o ajudá-los a expressar seus conhecimentos. As redes sociais são um bom lugar para isso. A América Latina é onde as pessoas mais gastam mais tempo nelas. Mas não se pode negligenciar o universo offline.
Exemplo: a L&PM Pocket fez uma parceria com a marca FreeSurf para lançar uma coleção de jeans exclusiva no Brasil. A linha Original Pocket Books trazia histórias e poemas de autores da editora impressos dentro dos bolsos, para mostrar a conveniência de publicações em tamanho “pocket”.

3. Reconciliation Brands
É preciso reconciliar as marcas com a sociedade, através de ações que visem a combater a desigualdade e preconceitos. Esta é uma realidade que as marcas tradicionalmente evitam confrontar, o que ficou claro no caso dos “rolezinhos” que ocorreram em shoppings no Brasil. Em 2015, não haverá mais espaço para ignorar a questão e as marcas corajosas vão abraçar a causa.
Exemplos: a Associações Nacional de Empresários da Colômbia reuniu 120 empresas, entre elas Coca-Cola e McDonald’s, para espalhar mensagens de paz. A Coltabaco optou por colocou histórias verdadeiras de trabalhadores rurais e ex-guerrilheiros das Farc em maços de Marlboro.

4. Democratic Pricing
Após anos de flutuação de preços, os consumidores das Américas do Sul e Central estão confiantes de que sabem quanto os produtos e serviços devem custar. E eles demandarão o preço justo e a participação na precificação de produtos. No ano passado, a consultoria destacou a trend “Empathetic Pricing”, com descontos direcionados às necessidades dos consumidores. Agora, será preciso ir além, sem medo de descobrir quanto os clientes acham que seu serviço vale.
Exemplo: a brasileira TechBoy oferece suporte técnico online, com soluções para problemas tecnológicos e assistência de desenvolvimento de web via Skype. Ao fim de cada sessão, o cliente é avisado sobre o preço de mercado daquele serviço, mas pode escolher quanto quer pagar (ou não pagar).

5. Inside Out
Os latino-americanos estão redescobrindo o valor de ir às ruas, após um período de fuga a shoppings e condomínios, especialmente devido à violência urbana. Neste ano, os moradores da cidade devem se reunir ainda mais ao ar livre, de feiras orgânicas a mercados de comida, para dividir experiências. Marcas podem contribuir tornando esses lugares limpos, seguros e agradáveis.
Exemplo: a Pracinha Oscar Freire, em São paulo, foi criada pelo desenvolvedor de espaços públicos Reud e pela ONG Instituto Mobilidade Verde. Uma vez por semana, rola o Bring Your Own Work (BYOW), evento que chama as pessoas para trabalhar ao ar livre no local. Caminhões servem comidas e bebidas durante o horário comercial ou para o happy hour.

6. Playful Perks
A comunicação com os consumidores deve ser leve, e até divertida. Está na hora de deixar de lado aquele discurso sério e formal, que não faz mais sentido com a explosão das mídias sociais (e dos perfis de marcas). Elas mudaram a expectativas dos consumidores sobre as empresas. Interações devem ser humanas, mas não podem se acomodar nas piadinhas com fãs e seguidores online, e sim estimulá-los com recompensas divertidas e posts surpreendentes.
Exemplo: durante a Copa do Mundo, a Skol lançou seu Consulado: uma plataforma que conectava brasileiros com turistas. Os locais que recebiam visitantes nas cidades-sede dos jogos – promovendo lojas do lugar ou compartilhando cervejas e corridas de táxi – eram recompensados com vouchers de desconto ou garrafas da cerveja grátis.

7. City Connections
A urbanização, o ritmo das grandes cidades, a vida online fazem com que moradores não conheçam seus vizinhos. Eles querem cada vez mais romper essas, e marcas que pensarem seus produtos ou serviços de forma a integrá-los serão abraçados.
Exemplo: Chivas Regal reinterpretou o tradicional correio elegante das festas juninas. A marca de uísque divulgou no Facebook um número de WhatsApp e os participantes enviavam mensagens com o nome e o telefone da pessoa que estavam afim. Um barman virtual entregava o bilhete.

8. Ok Commuter
O cruzamento entre varejo e transporte é uma das novas áreas mais interessantes a serem exploradas na América Latina. Habitantes de grandes cidades como São Paulo, México, Buenos Aires ou Bogotá enfrentam um deslocamento diário típico de 1h28. Os consumidores da região estão adotando novas formas de mobilidade, de aplicativos de táxi e corridas compartilhadas). A habilidade de comprar durante o trajeto será uma experiência valorizada em 2015.
Exemplo: o e-commerce esportivo Netshoes lançou a Sport Machine, a primeira a vender camisas de futebol. Ela foi instalada em estações de metrô e universidades paulistas, e permitem que consumidores interajam com os produtos por uma tela touch-screen de alta resolução, em que é possível girá-los em 360°.

9. Online Service
Com tantas atividades online, a vida virtual precisa ser gerenciada e isso demanda tempo e atenção dos latino-americanos, que estão descobrindo os superpoderes dos smartphones. Enquanto desejarem marcas que os ajudem a gerenciar suas vidas online, eles também irão esperar ser servidos e assistidos com total conveniência, de forma mais segura, saudável e produtiva.
Exemplo: para aumentar a qualidade da navegação para quem tem conexão lenta no Brasil, o Google criou uma versão mais leve de sua página. Quando alguém busca um termo no buscador pelo smartphone, os servidores da empresa automaticamente identificam a velocidade da conexão e ajustam a qualidade da página para que o carregamento não demore.

10. Brand Stands
As marcas devem tomar partido nas questões importantes da sociedade. No Brasil, eventos como a Copa do Mundo e a Olimpíada que se aproxima fazem os consumidores repensar o uso dos espaços públicos e a infraestrutura local. Encontrar uma solução não é preocupação apenas dos governos. Os consumidores esperam que marcas provem que são comprometidas com suas causas.
Exemplo: após uma onda de violência contra mulheres no metrô de São Paulo, a marca de higiene íntima Dermacyd lançou uma campanha para criar vagões exclusivos para mulheres. Os espaços já existiam no Rio e em Brasília, e a marca criou propagandas nas estações de metrô das três cidades. Por meio de um site, os consumidores puderam acessar uma petição que foi enviada do governo de São Paulo exigindo a criação de vagões femininos.

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