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fev

Filtro solar: proteção ou ameaça?

A übermodel e natureba Gisele Bündchen já causou polêmica anos atrás ao afirmar que troca o filtro solar por outras formas de proteção – como não se expor ao sol nos horários de maior radiação – e que o produto seria um “veneno”. Gisele, que já foi garota-propaganda de protetor solar no início da carreira, ao lançar sua própria marca de cosméticos naturais, a Sejaa, disse: “Eu não posso por esse veneno na minha pele. Não uso nada sintético”.

Muitos dermatologistas disseram à época que Gisele estava prestando um desserviço à população, mas a vertente que alega que o filtro solar é que é o vilão, e não o sol, só aumenta. A exposição ao sol é fundamental para que haja a síntese da vitamina D. Cada vez mais a população sofre de deficiência desta vitaminada que só é sintetizada com o contato da radiação solar na pele. Hoje, já existem suplementos orais, mas a quantidade ideal para ser ingerida ainda não é consenso.

Alguns especialistas incriminam a luz artificial como causadora de câncer de pele. Mas como não dá para ficar em casa no escuro esperando a vida passar, como enfrentar o sol nos horários de maior radiação e a iluminação artificial sem filtro solar? O tema é polêmico, mas não se pode negar que a população já sofria da doença por excesso de exposição ao sol, mesmo quando não havia protetores nem tanta luz artificial.

Até Gisele sabe disso. Ela mesma afirmou depois que pessoas de sua família tiveram câncer de pele, e que ela usa protetores quando necessário, desde que não contenham “parabeno, oxibenzona e palmitato de retinol”. “Eu uso protetor, mas também tento ao máximo não me expor ao sol quando ele está muito forte”, esclareceu.

Por outro lado, um relatório sobre protetores solares feito pelo Enviromental Working Group (EWG), organização sem fins lucrativos com sede em Washington, afirmou que alguns filtros, que contêm em sua formulação vitamina A ou derivados, podem acelerar o câncer de pele. A organização avaliou 500 tipos de filtros solares e mostrou que, embora eles projetam contra queimaduras, apenas 39 realmente impendiam que os raios ultravioletas do sol destruam células e causem lesões e tumores.

Para garantir maior eficiência ao escolher um filtro, é necessário que ele proteja contra radiação UVA e UVB. A Sociedade Brasileira de Dermatologia alerta que a incidência dos raios ultravioletas está cada vez mais agressiva em todo o planeta, e que as pessoas de todos os fototipos devem estar atentas e se protegerem quando expostas ao sol. Estamos no auge do verão e cabe a você escolher adotar ou não o filtro solar, mas a entidade lista uma série de outras medidas protetivas:

- Usar chapéus, camisetas e protetores solares.


- Evitar a exposição solar e permanecer na sombra entre 10h e 16h (horário de verão).
- Na praia ou na piscina, usar barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material.
- Usar filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou diversão. Utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo. Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre. Ao utilizar o produto no dia-a-dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço.
- Observar regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas.
- Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.
- Manter bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses.

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